Toda vez é a mesma coisa. Eu começo, escrevo quatro ou cinco linhas, leio e apago. Daí eu choro horrores, porque, como posso eu não conseguir escrever quando escrever é a única coisa que eu quero?
Toda vez é a mesma coisa. Daí eu fico toda triste e fazendo a linha Scarlett O’Hara. Coloco um dos cds do Yann Tiersen e me acabo aqui no meu quarto vendo o que o futuro reserva pra mim. Uma solidão.
Não contente em ficar triste só por não conseguir expressar o que eu sinto na folha de papel do meu Windows Office, eu me agarro ao meu velho amigo, o drama, e começo a me perguntar o que há de tão errado comigo? O por que eu não conseguir um namorado, o por que eu ainda viver em uma cidade em que eu não me vejo, o por que eu ainda estar em um trabalho que eu não gosto e o por que eu tenho medo de me jogar em outro, me jogar na vida!
É tanto medo pra uma pessoa só, e olha que eu sou magrinha, magrinha. Sério, eu poderia ser uma dessas modelos que aparecem na Vogue de tão magra. Mas não, eu não quero estar numa das páginas da Vogue com a minha magreza, eu quero estar numa das páginas da Vogue com as minhas palavras, mas como eu vou estar lá dentro se aqui fora eu não consigo escrever nada sobre nenhum assunto?
E veja só quem veio dar o ar da graça aqui novamente? Ele, meu eterno e velho amigo, o drama!
Drama, eu te amo e você sabe que não consigo viver sem você. Sério! Eu simplesmente não consigo viver sem você e acho que é isso que torna a minha vida, pra mim, tão interessante. Ia ser tão entediante se de repente, tudo fosse simples e fácil. Como algumas pessoas conseguem não ter você como amigo? Você é o máximo!
Mas olha, como em toda relação, de amizade ou amorosa, eu também preciso de um pouco de espaço, porque você sabe que quando tudo é demasiado, perde-se um pouco a noção real das coisas, e eu acho que a nossa relação está nesse nível, então eu te peço encarecidamente que me de um pouco de espaço.
Eu preciso desse espaço! Eu preciso ver as coisas por mim mesma, eu preciso senti-las sem a sua ajuda, eu quero isso e se você não conseguir entender o favor que estou te pedindo, bem, aí tudo vai se complicar.
Eu vou ficar arrasada, vou começar a achar que não há um motivo verdadeiro para se viver neste mundo de caos, vou começar a acreditar que não há futuro brilhante algum pra mim como eu sempre imaginei, vou ficar tão chata e olha, só não vou envelhecer como essas velhas que tem uns oito gatos que moram junto a elas, porque eu prefiro cachorros.
Então, meu querido draminha, me respeite! Se você me ama o tanto quanto eu te amo, me de espaço, ar, deixe que eu respire.
Não te peço que sumas da minha vida. Viaje um pouquinho para outros cantos, conheça coisas novas, eu farei isso.
Seremos muitos mais felizes quando nos encontramos novamente. Ainda seremos amigos e ainda seremos uma dupla interessante, mas por enquanto, vivamos nossas vidas, cada um pro seu lado.
Drama, entenda... As descobertas das coisas são melhores quando são feitas por nós mesmos.
domingo, 14 de dezembro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Jaboticabas.
A jabocatiba é uma de minhas frutas preferidas.
Hoje à tarde meu pai trouxe uma sacola cheia dessas deliciosas frutinhas e como eu estava sozinha em casa pensei em me deliciar com elas.
Comecei a escolher as maiores. Enquanto as lavava, separava as médias até que acabei por deixar só as pequenas na sacola.
Depois de bem lavadas, para meu deleite, comecei a apreciá-las bem devagar. (Poxa, eu realmente gosto de jaboticaba!)
As maiores sempre são as mais gostosas. Sempre são bem docinhas e macias. As médias são normais. Não importaria se de repente só existissem as médias naquela sacola. Já as pequenas, uh!... Terríveis! Além de pequenas e duras, são azedas e quase impossíveis de serem saboreadas.
Enquanto as maiores iam ficando escassas devido a minha gulodice, eu já observava quantas médias havia. Era preciso que eu deixasse algumas para a minha mãe, e com certeza, ela ficaria com as pequenas.
Foi então que vi uma jaboticaba bem grande e WOW!!! ela parecida tão gostosa! Brilhante, macia e... PODRE?
Assim que senti aquele gosto horrível na minha boca, não pude acreditar! Algo nojento ia descendo pela minha garganta e como era horrível! Nunca imaginei que aquela maravilha tão bonita por fora pudesse ser tão podre por dentro. O gosto era tão horrível que eu quis colocar todas as que já tinha comido para fora, mas ao invés disso, resolvi experimentar uma pequena. Apesar de seu azedume, era preferível ser azeda e prestar do que ser podre.
Depois de umas dez jaboticabas pequenas e algumas médias, resolvi novamente ter coragem de experimentar uma grande e agora elas pareciam melhores que nunca.
Acredito que as pessoas sejam assim.
As jaboticabas grandes são aquelas pessoas incríveis que nós conhecemos durante a nossa passagem pela Terra. Sempre as escolhemos primeiro, pois elas nos fazem sentir bem. Dão um sabor diferente e gostoso na nossa vida e nos fazem perceber como a vida pode ser doce e simples.
As jaboticabas médias são aquelas pessoas que não nos fazem falta e não nos importamos se elas estão ali ou não.
As jaboticabas pequenas são aquelas pessoas que nunca as queremos por perto. Elas freqüentemente nos fazem lembrar que algumas jaboticabas simplesmente não valem a pena.
No entanto, apesar de muitas serem lindas e incríveis, nos decepcionam pelo seu gosto podre e precisamos recorrer às médias e pequenas para que no fim, depois de tanto gosto ruim, tenhamos coragem de experimentar outras grandes e perceber que apesar de uma decepção, algumas jaboticabas VALEM A PENA.
Hoje à tarde meu pai trouxe uma sacola cheia dessas deliciosas frutinhas e como eu estava sozinha em casa pensei em me deliciar com elas.
Comecei a escolher as maiores. Enquanto as lavava, separava as médias até que acabei por deixar só as pequenas na sacola.
Depois de bem lavadas, para meu deleite, comecei a apreciá-las bem devagar. (Poxa, eu realmente gosto de jaboticaba!)
As maiores sempre são as mais gostosas. Sempre são bem docinhas e macias. As médias são normais. Não importaria se de repente só existissem as médias naquela sacola. Já as pequenas, uh!... Terríveis! Além de pequenas e duras, são azedas e quase impossíveis de serem saboreadas.
Enquanto as maiores iam ficando escassas devido a minha gulodice, eu já observava quantas médias havia. Era preciso que eu deixasse algumas para a minha mãe, e com certeza, ela ficaria com as pequenas.
Foi então que vi uma jaboticaba bem grande e WOW!!! ela parecida tão gostosa! Brilhante, macia e... PODRE?
Assim que senti aquele gosto horrível na minha boca, não pude acreditar! Algo nojento ia descendo pela minha garganta e como era horrível! Nunca imaginei que aquela maravilha tão bonita por fora pudesse ser tão podre por dentro. O gosto era tão horrível que eu quis colocar todas as que já tinha comido para fora, mas ao invés disso, resolvi experimentar uma pequena. Apesar de seu azedume, era preferível ser azeda e prestar do que ser podre.
Depois de umas dez jaboticabas pequenas e algumas médias, resolvi novamente ter coragem de experimentar uma grande e agora elas pareciam melhores que nunca.
Acredito que as pessoas sejam assim.
As jaboticabas grandes são aquelas pessoas incríveis que nós conhecemos durante a nossa passagem pela Terra. Sempre as escolhemos primeiro, pois elas nos fazem sentir bem. Dão um sabor diferente e gostoso na nossa vida e nos fazem perceber como a vida pode ser doce e simples.
As jaboticabas médias são aquelas pessoas que não nos fazem falta e não nos importamos se elas estão ali ou não.
As jaboticabas pequenas são aquelas pessoas que nunca as queremos por perto. Elas freqüentemente nos fazem lembrar que algumas jaboticabas simplesmente não valem a pena.
No entanto, apesar de muitas serem lindas e incríveis, nos decepcionam pelo seu gosto podre e precisamos recorrer às médias e pequenas para que no fim, depois de tanto gosto ruim, tenhamos coragem de experimentar outras grandes e perceber que apesar de uma decepção, algumas jaboticabas VALEM A PENA.
“You’ve got a friend in me!”
domingo, 12 de outubro de 2008
Meu tênis, meu você.
Pode ler ouvindo Coldplay - Warning Sun
Outro dia, indo para a faculdade, pisei em uma poça de água. Havia chovido muito na noite anterior e toda depressão encontrada nas ruas e nas calçadas, estavam cobertas de água. Fiquei brava comigo afinal, como eu podia ter sido tão descuidada e enfiado o meu pé na única parte que eu não devia ter pisado? Alguns metros a frente, pisei em uma poça novamente, mas essa, ah essa... essa era uma mistura de água, terra, areia, sujeira e olha, eu fiquei com muita raiva de mim. Meu tênis branco agora estava marrom!
Acabei voltando para casa pra tocar de sapato e olhei para a sujeira do meu tênis. Sabe, ele já está comigo há alguns anos e eu poderia muito bem deixar aquele tênis de lado, afinal, ele nunca mais vai ser branquinho depois dessa pisada naquela poça de barro. Tantos outros tênis mais bonitos e confortáveis por aí e eu não sei por que, mas eu ainda queria não deixar meu tênis de lado. Foi com ele que eu passei tantos momentos bons e ruins. Eu dei tantas risadas com ele e tantas vezes chorei. Eu que amo sandálias e sapatos, não queria deixar o meu tênis, afinal, ele era meu tênis... cheio de barrinho, mas ainda assim era meu tênis.
E olha só, foi aí que de repente eu percebi que você, você é ele! Você é meu tênis cheio de barrinho! Foi com você que eu passei tantos momentos felizes e nos tristes, nos tristes você esteve ali junto a mim. Tantas risadas e choros eu dei com você e por você!
Na caminhada da minha vida, tantas vezes eu pisei em poças de água por você e ah, que raiva que eu fiquei de mim, mas logo passava, a água secava e você estava ali me fazendo tão bem novamente. E quando chegou a poça de barro, eu fiquei tão triste. Meu tênis branquinho nunca mais seria branquinho e nós nunca mais seríamos como antes, mas, sabe... apesar de tantos tênis diferentes por aí, eu ainda não estava pronta e não queria deixar o único tênis que me fazia tão bem e feliz.
Porque, sabe como é, apesar de poças de barro que nós passamos pela vida, você ainda continua sendo meu tênis branco!
"You're all I ever wanted!"
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Limpe sua casa!
Essa, você pode ler ouvindo Aimee Mann – Today’s the Day!
Hoje, eu fiz uma faxina incrível na minha casa. Arrastei todos os móveis. Todos! Depois, com meu amigo aspirador, acabei com todas as aranhas, teias e sujeiras que estavam por aqui. Os vidros, os móveis e o chão... Wow! Ficaram impecáveis. Dava até pra comer naquele chão de tão brilhante e limpo. Juro!!!
Logo depois que acabei, estava exausta, claro, e a única coisa que pensava era o quanto eu queria que essa limpeza continuasse pra sempre porque, olha, vou te contar... Que trabalhão! Então logo me dei conta que daqui uma semana vou ter que arrastar novamente os móveis, tirar as teias de aranhas e as benditas aranhas que insistem (não sei por quê) em voltar para cá, passar o pano no chão, na mesa e em toda a superfície que existe na minha casa. E isso, eu vou fazer até morrer, ou pelo menos até enquanto conseguir.
Engraçado como a nossa vida amorosa pode ser comparada a nossa casa e, os amores que não deram certo, com a sujeira.
Quando ela está limpa, você sente-se tão bem e feliz, porque afinal... Não há melhor lugar que o lar, mas de repente, a casa começa a ficar meio empoeirada e você sabe que algo de errado está acontecendo e tenta ir limpando só o caminho do padre.
As partes escondidas você não vê motivo para limpar já que ninguém está vendo, no entanto, conforme o tempo passa, a coisa vai piorando e BOOM! Chega aquela hora que simplesmente não dá mais para viver ali. Aquela sujeira escondida te incomoda e você precisa se livrar dela o mais rápido possível. Então é que você começa a sua limpeza, e a cada móvel pesado que você arrasta, a cada teia de aranha que você tira, a cada pano no chão que você passa, duas, três vezes, você se sente cansada e inconformada por estar fazendo tudo isso sozinha, mas no fim, depois de tantas horas de sofrimento, você percebe que valeu a pena. A casa está limpa e você agora pode viver nela em paz. Mas... Até quando, né? Então é que você se dá conta de que daqui a algum tempo, a poeira, as aranhas e a sujeira apareceram e você, sim, você vai ter que arrastar móveis e esfregar o chão várias vezes, mas é só porque você realmente gosta de sentir-se bem no fim e, olha, nós vamos fazer isso até o fim das nossas vidas, ou pelo menos até enquanto conseguirmos...
“The greastest thing, you’ll ever learned is just to love and be loved in return!”
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